Já clicou lá para saber as novidades???
[Porque o blog que está em recesso é ESTE AQUI -Patchwork de Petit Poá - e não o novo!]
[o novo tem postagens compulsivas e absurdas, tais quais yo!]
* Patchwork de Petit Poá - Um mundo de retalhos coloridos *
"Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros."... / ..." Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão, escrevo." [Caio Fernando Abreu]
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Ele é público. E é notório. Mesmo sendo privado. E obscuro muitas vezes.
Este lindo bloguito que vos fala está em recesso.
Ele seria fechado [assumo], mas agora ele somente terá seu recesso. Longo. Bem longo.
Não me vejo mais nele, então é melhor ele ganhar recesso do quecadeira elétrica ser fechado.
Por isso, se quiser saber de mim, por onde vou, com quem estou e de onde venho, passa lá no único que continua com vida [pelo menos até junho]
Ele seria fechado [assumo], mas agora ele somente terá seu recesso. Longo. Bem longo.
Não me vejo mais nele, então é melhor ele ganhar recesso do que
Por isso, se quiser saber de mim, por onde vou, com quem estou e de onde venho, passa lá no único que continua com vida [pelo menos até junho]
[Ah, e antes que eu me esqueça, um salve salve especial e meu muito obrigada às lindas e graciosas e queridas e amadas e divertidas e espetaculares e doces blogueiras que deixaram recado no post anterior]
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Eu poderia estar roubando...eu poderia estar matando....eu poderia estar me drogando....eu poderia estar fazendo sexo [oi?]....
....mas eu estou só começando [MAIS UM] novo blog....
E eu sei que deveria ter vergonha de escrever isso aqui, de novo, mas quer saber??? ♫ Tô nem ai, tô nem ai ♫
Qualquer coisa, se o trabalho estiver chato por ai, ou a vontade de saber o que mais eu poderia falar no quarto [cacilds, quarto já???] blog que resolvo escrever, aparece por lá!
Vai ter suco de melancia geladinho todo dia! [mentira!]
terça-feira, 12 de julho de 2011
"E que seja permanente essa minha vontade de ir além de tudo que me espera..."
Sinto falta desta casinha aqui.
De quem eu era aqui.
De como eu era.
Da maneira como fui ao fundo do mais fundo solitário e sombrio abismo.
E de como sai de lá.
E agora, lá na outra casinha, não sei se me encontro de verdade.
Tenho medo de não saber mais quem sou.
Ou então tenho um medo infinito de descobrir que não sou tudo aquilo que está lá.
E de não saber onde estou agora.
De quem eu era aqui.
De como eu era.
Da maneira como fui ao fundo do mais fundo solitário e sombrio abismo.
E de como sai de lá.
E agora, lá na outra casinha, não sei se me encontro de verdade.
Tenho medo de não saber mais quem sou.
Ou então tenho um medo infinito de descobrir que não sou tudo aquilo que está lá.
E de não saber onde estou agora.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
E tem gente que vai....e tem gente que volta...e tem gente que fica....e tem gente que some.... e tem eu!
Eu voltei....
Mas em outra casinha agora.
Esta aqui fica só de lembrança, tá??
http://oqueameliefazpormim.blogspot.com/
Mas em outra casinha agora.
Esta aqui fica só de lembrança, tá??
http://oqueameliefazpormim.blogspot.com/
sábado, 12 de março de 2011
Seja essência, e não aparência, até porque, eu nunca gostei de pássaros em gaiolas, por mais bonitos que sejam...
Me apropriei do nome do blog da Merlaine Garcês [muito bom, por sinal] e da primeira linha do post de hoje das meninas do O Divã Dellas [muito muito muito bom], para falar sobre o restinho do escuro que ainda toma a minha alma...
Para quem está de fora, o título pode ser sem sentido, como muitas das coisas que escrevo aqui. Mas para mim, faz todo o sentido, encaixa perfeitamente, e me dá a exata direção do quero ser e escrever hoje.
Sabe aquelas pessoas que PRECISAM mostrar felicidade? Que PRECISAM colocar fotos e mais fotos [já disse no primeiro post da série turva e negra aqui que eu não me responsabilizaria por meus atos e palavras...pois bem, este post é exatamente o exemplo disso...] no orkut, FB, e diaboaquato por ai, com legendas: estou ótimo! amando muito! feliz a beça! nunca estive melhor em toda a minha vida! e todo aquele blábláblá que tanto me cansa? Pois bem, descobri o motivo de ter tanta raiva [sim, a palavra usada só poderia ser essa, pq estou na fase de assumir sentimentos] assim disso!!!!
Elas pedem socorro! Publicamente! Mesmo sem perceber, ou entao achando que se mostram felizes de verdade e fortes, elas pedem socorro!!! E eu não sabia pedir socorro!! Por isso a raiva!
Elas escrevem que estão felizes e deslumbrantes e fortes e radiantes em uma foto onde estão ao lado da mulher que dormiu com o namorado delas. Por que são evoluidas? Não! Poque superaram a dor? Não! Por que? Porque elas não sabem ainda lidar com a dor, com a angustia, com o medo, com a raiva, com tudo escuro e turvo e retorcido que se encontra dentro delas! Porque tudo isso dói demais, e porque nos ensinaram [erroneamente] a sermos fortes em todos os momentos da vida, mesmo que isso mate nossa alma e nos torne robos! Temos medo de sair da gaiola da falsa felicidade!
Escrevemos que queremos verdade em nossa vida, mas vivemos em uma mar de mentiras!
Falamos que amamos uma amiga, um amigo, mas no fundo, nem lembramos que ele existe, ou quando ele realmente precisa de ajuda, ou quando descobrimos seu lado feio na vida, sumimos, e passamos automaticamente a amar uma nova amiga, como se ela fosse nossa mais nova amiga de infância.
Fazemos declarações de amor eternas, que se acabam antes da proxima estação.
Temos pressa de nos mostrar inteiros novamente depois de uma falência, de um divórcio, de um desemprego, de qualquer coisa que nos faça entrar em contato com nosso lado mais escondido e retorcido, guardado a sete mil chaves. Temos pressa de nos manter no auge, na moda, no apogeu. Para que? Para quem?
Você já se deu conta de quantas e quantas vezes falou sim quando queria gritar não?
Você já se deu conta de quantas e quantas vezes postou uma foto, uma frase, uma música que seja, querendo apenas que alguem entendesse que no fundo você não estava sentindo nada daquilo? Desejando ardentemente que alguem chegasse e gritasse para você: Pode parar de fingir e de mentir e de enganar a si mesmo, porque todos nós aqui, fora da gaiola, vemos e sabemos e entendemos que o seu canto não é de alegria.
Você já se deu conta que perdeu a sua essência?
Eu sim.
E é para reencontra-la que escrevo, e luto, todos os dias aqui.
sexta-feira, 11 de março de 2011
O que há de errado comigo / Não consigo encontrar abrigo / Meu país é campo inimigo / E você finge que vê,mas não vê. [Legião, sempre Legião]
Uma alma se recupera de um tsunami?
As pessoas conseguem se recuperar de quase tudo fisicamente. Mas e a alma?
Fico pensando nos milhares e milhares e milhares atingidos por esse terremoto no Japão. Literal. Visceral. Dolorido.
Eles irão se recuperar?
O Japão já passou por várias e várias situações extremas. Fortes e densas tais quais essa de hoje. E se recupera. Se levanta. Se torna mais forte. Mais inteiro. Mas e a alma?
Na verdade, a grande pergunta é: minha alma se recuperou de verdade de todos os tombos e golpes dos ultimos anos?
Será que esse buraco negro gigantesco que carrego aqui dentro será meu eternamente?
Onde eu encontro a luz depois de tudo isso?
Ao mesmo tempo que sei que meus problemas para os outros são minúsculos, para mim eles são um tsunami. Um terremoto. Sem desmerecer proporções com essa comparação, eu sei.
Os alertas não funcionam mais aqui dentro. Já ouvi tantas e tantas vezes sirenes disparando, que agora não as ouço mais. Me arrisco caminhando na beira do mar, com a onda crescendo e tomando tudo ao redor. Sinto um medo absurdo de tudo, de todos, a qualquer hora. Mas não corro mais para o lado seguro. E isso é perigoso. Antes, pelo menos, o medo me levava para fortes bem construídos, onde era amparada. Agora eu sou só um barco perdido em alto mar. E o vento não deu trégua nos últimos dias.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Meus heróis morreram de overdose...
Eu quis fazer Psicologia para me consertar.
Esse é o grande pulo da história.
Esse papo de que desde criança eu queria ser uma médica que trabalhava em hospital e não via sangue, era coisa dos meus 6, 7 anos.
Na minha pré adolescência fiquei sabendo que quase todos ao redor dos meus pais pediram que minha mãe fizesse um aborto.
Eles namoravam a pouco mais de meses. Não eram noivos, nem nada.
Imagine isso em 1975.
Junte a isso um avô mega atrasado no tempo [que já não era lá essas coisas].
Arremate com uma tia doida que queria uma filha e não podia mais.
Pronto, a lambança estava feita.
Meus pais me contaram de boa. Acharam que era um assunto que eu seria capaz de digerir. Eu também achava.
Mas a ferida emocional de saber que não fui querida por uma boa parte da família deixou marcas aqui.
Fiquei anos e anos imaginando se meus pais me quiseram de verdade.
E tudo isso deixou marcas, mesmo.
Eu as escondi até o quarto ano da faculdade.
Foi lá que atendi minha primeira paciente.
E ela era uma mãe sofredora, que tinha nas costas o peso de abortos mal suscedidos.
Aquela mulher me contou em detalhes os abortos que fez. E eu vi em seu rosto todo o sofrimento por te-los feito.
Pois bem, minha orientadora dizia: cada psicólogo tem exatamente o paciente que precisa para se tornar realmente um psicólogo.
Bingo.
Sai daquela sessão chorando tanto que achei que não voltaria mais para o curso.
Contei para o meu namorado na época, que me ouviu, me deu colo, e entendeu que eu nunca mais tocaria naquele assunto de novo. Até hoje.
Quero curar minhas feridas emocionais. E para cura-las, preciso expô-las. Os ferimentos precisam de cuidados e de ar. Ventilação. Cuidados e ventilação.
Então, neste momento, se você tem alguma ferida que dói muito, mas que você teima em esconder, pare. Agora.
Coloque tudo para fora.
Escreva no papel e queime. Que seja.
Mas não deixe que ela te corroa por dentro.
Ainda não sei o benefício. Mas parar de me esconder de mim mesma já é uma grande conquista.
Esse é o grande pulo da história.
Esse papo de que desde criança eu queria ser uma médica que trabalhava em hospital e não via sangue, era coisa dos meus 6, 7 anos.
Na minha pré adolescência fiquei sabendo que quase todos ao redor dos meus pais pediram que minha mãe fizesse um aborto.
Eles namoravam a pouco mais de meses. Não eram noivos, nem nada.
Imagine isso em 1975.
Junte a isso um avô mega atrasado no tempo [que já não era lá essas coisas].
Arremate com uma tia doida que queria uma filha e não podia mais.
Pronto, a lambança estava feita.
Meus pais me contaram de boa. Acharam que era um assunto que eu seria capaz de digerir. Eu também achava.
Mas a ferida emocional de saber que não fui querida por uma boa parte da família deixou marcas aqui.
Fiquei anos e anos imaginando se meus pais me quiseram de verdade.
E tudo isso deixou marcas, mesmo.
Eu as escondi até o quarto ano da faculdade.
Foi lá que atendi minha primeira paciente.
E ela era uma mãe sofredora, que tinha nas costas o peso de abortos mal suscedidos.
Aquela mulher me contou em detalhes os abortos que fez. E eu vi em seu rosto todo o sofrimento por te-los feito.
Pois bem, minha orientadora dizia: cada psicólogo tem exatamente o paciente que precisa para se tornar realmente um psicólogo.
Bingo.
Sai daquela sessão chorando tanto que achei que não voltaria mais para o curso.
Contei para o meu namorado na época, que me ouviu, me deu colo, e entendeu que eu nunca mais tocaria naquele assunto de novo. Até hoje.
Quero curar minhas feridas emocionais. E para cura-las, preciso expô-las. Os ferimentos precisam de cuidados e de ar. Ventilação. Cuidados e ventilação.
Então, neste momento, se você tem alguma ferida que dói muito, mas que você teima em esconder, pare. Agora.
Coloque tudo para fora.
Escreva no papel e queime. Que seja.
Mas não deixe que ela te corroa por dentro.
Ainda não sei o benefício. Mas parar de me esconder de mim mesma já é uma grande conquista.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Aviso aos navegantes.
Entrei no momento darkness total.
Negro.
Escuro.
Sombrio.
Solitário.
Fechado.
Retorcido.
Portanto, me sinto na obrigação de avisar aos desavisados que por aqui caminham: cuidado.
Não serei responsável por mim. Por meus atos. Por minhas palavras.
Sei que perderei pessoas ao longo do caminho.
Sei que não nascerão flores no jardim da minha alma, porque na verdade, neste momento, e não sei ainda por quanto tempo, ela é um pântano.
Mas tudo bem.
No fim da caminhada deve existir alguma recompensa.
E se não existir, tudo bem. again.
Pelo menos caminhei. Que é melhor do que onde me encontro agora.
Um passo para o nada é melhor que o marasmo do momento.
Me sinto amarga. Seca. Irritada. Sem vontade. E sem vida.
Sei que vai passar.
Sei que você tem palavras e mais palavras serenas, bonitas e doces para me dizer.
Mas não quero ouvir, ler ou saber sobre isso. Preste muita atenção: não quero.
Quero só chafurdar na lama.
Me dou esse direito.
Depois de anos e anos brincando de ser feliz, e enganando ao mundo, me dou esse direito.
Portanto, desavisados companheiros de viagem, apertem bem seus cintos, recolham todos os cacos, e se sintam a vontade para chafurdar na mesma lama que eu.
Claro, vocês tem todo o direito de mudar de canal. O controle remoto está nas mãos de vocês.
Mas eu não vou pular nem um capítulo de tudo que quero mostrar aqui.
A censura é de 30 anos.
Mas caso você tenha menos, não se assuste. Leia. E aprenda. Um dia você vai entrar na mesma lama que me encontro. E quem sabe, com o que eu escrever aqui nos próximos dias, semanas ou meses, você ache a saída mais facilmente.
Quando eu achar a minha saída, eu aviso.
Até lá, tenha paciência, mas não seja condescendente.
Caso queira falar algo duro, forte, que me machuque, mas que me faça enxergar um palmo além, fale. Caso contrario, peço que se cale.
Não quero colo. Não quero declarações de amor. Não quero palavras bonitas e momentos de esperança.
Quero viver meu lado negro.
É só isso que te peço.
A viagem, a partir de agora, é por sua conta e risco.
Negro.
Escuro.
Sombrio.
Solitário.
Fechado.
Retorcido.
Portanto, me sinto na obrigação de avisar aos desavisados que por aqui caminham: cuidado.
Não serei responsável por mim. Por meus atos. Por minhas palavras.
Sei que perderei pessoas ao longo do caminho.
Sei que não nascerão flores no jardim da minha alma, porque na verdade, neste momento, e não sei ainda por quanto tempo, ela é um pântano.
Mas tudo bem.
No fim da caminhada deve existir alguma recompensa.
E se não existir, tudo bem. again.
Pelo menos caminhei. Que é melhor do que onde me encontro agora.
Um passo para o nada é melhor que o marasmo do momento.
Me sinto amarga. Seca. Irritada. Sem vontade. E sem vida.
Sei que vai passar.
Sei que você tem palavras e mais palavras serenas, bonitas e doces para me dizer.
Mas não quero ouvir, ler ou saber sobre isso. Preste muita atenção: não quero.
Quero só chafurdar na lama.
Me dou esse direito.
Depois de anos e anos brincando de ser feliz, e enganando ao mundo, me dou esse direito.
Portanto, desavisados companheiros de viagem, apertem bem seus cintos, recolham todos os cacos, e se sintam a vontade para chafurdar na mesma lama que eu.
Claro, vocês tem todo o direito de mudar de canal. O controle remoto está nas mãos de vocês.
Mas eu não vou pular nem um capítulo de tudo que quero mostrar aqui.
A censura é de 30 anos.
Mas caso você tenha menos, não se assuste. Leia. E aprenda. Um dia você vai entrar na mesma lama que me encontro. E quem sabe, com o que eu escrever aqui nos próximos dias, semanas ou meses, você ache a saída mais facilmente.
Quando eu achar a minha saída, eu aviso.
Até lá, tenha paciência, mas não seja condescendente.
Caso queira falar algo duro, forte, que me machuque, mas que me faça enxergar um palmo além, fale. Caso contrario, peço que se cale.
Não quero colo. Não quero declarações de amor. Não quero palavras bonitas e momentos de esperança.
Quero viver meu lado negro.
É só isso que te peço.
A viagem, a partir de agora, é por sua conta e risco.
Meu bunker particular. Ou como escrever sem parar e sem entender.
Tenho pouquíssimos amigos, porque não sou de confiar nas pessoas.
Fato.
A maioria dos meus pouquíssimos melhores amigos são homens.
Fato.
Homens que eu já tive um relacionamento afetivo/sexual/amoroso/puramentedeputaria.
Fato.
E por que?
Porque com eles eu não preciso do meu bunker particular.
Não preciso fingir.
Não preciso ser quem eu não sou.
Já me viram nua.
Já me viram nua fisica e emocionalmente.
Quer vínculo maior que esse?
Pude ser eu mesma.
Ter noites de amor, sexo e conversa.
Ter dias de aflição, alegria e tédio.
Ter momentos únicos, onde eu era pura e simplesmente eu.
Onde eu sabia exatamente o que fazer, o que falar, como me comportar. Mesmo quando eu me sentia a mais perdida e a mais sem saber o que fazer do mundo.
Sem eles, vivo em meu bunker particular. Cama, edredon e dvds.
Fujo para um mundo paralelo. Fujo para uma realidade falsa, imediata e erroneamente feliz.
Me escondo de tudo e de todos.
E quando um desses amigos me pede ajuda, mesmo sem pedir, largo tudo, todos e largo a mim, para ajuda-lo.
E quando eu não consigo expressar em palavras tudo que eu queria dizer, depois de horas e horas falando, eu sento aqui, e escrevo.
Este é o meu segundo bunker particular. Mas público. O que faz dele quase uma fraude. Ou uma realidade paralela. Tal qual eu sou. Incoerente. Insuficiente. Insensata. Intensa.
Hoje, ao conversar por muito tempo com um amigo que me faz ser uma pessoa melhor, e que eu amo muito por isso, percebi que novamente as encruzilhadas da vida se fazem presentes.
E o que fazia sempre nessas horas? Fugia.
Me escondia em horas e horas de estudo. Em horas e horas de trabalho. Em horas e horas de dvd.
Mas hoje, a encruzilhada tá batendo na minha porta, forte, insistente. E eu não quero mais fugir.
Quero sentar, cara a cara com ela, e falar. E ouvir. E tentar entender.
Para começar: Não, eu não sei se eu ainda quero trabalhar em hospital. Lidar com a morte. Sofrer. Ver o sofrimento alheio. Mas eu não vou fugir disso. Eu vou sentar e conversar com a morte. Saber porque ela veio, para que ela veio, e onde eu me encaixo nisso tudo. Perguntar para ela se eu posso me tornar uma pessoa melhor depois de passar por tudo isso. E caso não possa, olhar para ela e falar: não te quero então.
Não, eu não quero ter filhos, e também não acho que seja certo colocar em uma criança todas as minhas expectativas frustradas de vida. Pensar que ela pode ser, fazer ou ter algo melhor que eu. Não me vejo preparada para cuidar de alguem. Para ser responsável eternamente por uma vida. Não gosto de crianças. Não me encanto com o cheiro. Não me alegro com as gracinhas. Não sou um monstro por isso, e me sinto tão mais leve por admitir. Concorde você ou não.
Sim, eu ainda sinto falta do meu ex na cama, ao meu lado, na hora de dormir. Todas as noites penso nele. E sinto a presença dele. E não, não falo sexualmente, mas sim da pessoa, do carinho, das conversas, do apoio que ele me dava. Da alegria que ele transbordava. Mesmo ele sendo um cretino por ter feito tudo que fez. Mesmo ele sendo infantil e tolo no final da relação. E sim, me sinto muito melhor ao admitir isso, do que antes, fingindo que nada acontecia e que eu era uma grande e inútil pedra de gelo.
Não, eu não sou forte, não sou inteira, não sou sensata.
Sou um grande e retorcido amontoado de ferro escuro, frio e sombrio.
Minha alma não é evoluída como eu tanto queria. Meu coração não é petrificado como eu tanto sonhava. Minha mente não me obedece, como eu tanto preciso.
E não me envergonho em nada por isso. Essa sou eu. Esse é meu lado negro, que tanto escondo, mas que vira e mexe se faz presente. E agora ele tem permissão para vir a tona. Por um único e grande e verdadeiro motivo: ajudar um amigo que muito amo.
Queria poder sentar novamente com ele e falar: voltar atrás não é erro. Não dar certo em algumas coisas na vida não é pecado. Ter medo é estar vivo. Perder, muitas vezes, é se achar. Não tenha medo de ser você. Não fuja. Não se esconda em bunkers. Eu perdi um tempo enorme da minha vida tendo medo, fugindo, correndo, saindo das coisas. Eu já sofri muito, já chorei sem fim, já senti uma dor enorme, quase tão grande quando o vazio que eu carregava dentro de mim, todos os dias, como correntes amarradas nos pés. Eu já fui tão triste e tão sozinha, que nada, nem ninguem conseguia mudar isso. Eu já me senti tão amarga, que não desejaria isso nem a meu pior inimigo. E tudo isso passou. Passou quando eu me aceitei. E passou principalmente quando eu me perdoei. Quando eu aceitei meus erros. Quando eu sentei e chorei. Mas se me cobrar. Chorei somente porque eu queria e precisava. Chorei porque chorando eu me encontrei. Chorei porque eu pude me ver, com todos os meus defeitos, erros, medos e omissões. E através deles eu me vi tão melhor. Tão inteira. Tão eu. Tudo passou quando eu me aceitei. Só isso. Unicamente isso. E foi isso que fez toda a diferença.
E eu sei, com uma certeza maior que qualquer explicação científica possa me dar, que você pode. Que ai dentro ainda mora uma parte de você que pede todos os dias para sair. Deixe. Acredite. Viva. Se perdoe. E aceite. Muitas vezes essas voltas enormes que o mundo dá são somente para nos mostrar que ainda existe vida dentro de nós. Apesar de todas as dores. Apesar de toda escuridão. Apesar de todo medo. Existe vida. Onde quer que você esteja, onde quer que você vá, você nunca deixa de ser você.
E depois de tanta coisa escrita, eu só posso te agradecer, porque tentando ajudar você, eu quebrei várias paredes do meu bunker hoje.
Obrigada.
Infinitamente obrigada.
sábado, 5 de março de 2011
Amélie is over capacity. Please, return in a few minutes...
Amélie deu PT.
E nem votou na Dilma.
Mas Amélie se rendeu ao cerebro dela.
O cerebro dela não quer mais que ela faça, fale e trabalhe no que ela sempre fez, falou e trabalhou.
Por isso o PT.
A coluna travou.
As costas arriaram.
E Amélie foi parar no doutor.
Ela promete retonar assim que melhorar.
Ela não sabe dizer quanto tempo isso irá levar.
Ela só sabe que sente dor.
E a dor emocional é quase tão forte quanto a dor real que ela sente neste minuto.
Ela manda beijos.
E manda avisar que não esqueceu das fotos.
E manda avisar, também, que sente falta de vocês.
E dela.
E nem votou na Dilma.
Mas Amélie se rendeu ao cerebro dela.
O cerebro dela não quer mais que ela faça, fale e trabalhe no que ela sempre fez, falou e trabalhou.
Por isso o PT.
A coluna travou.
As costas arriaram.
E Amélie foi parar no doutor.
Ela promete retonar assim que melhorar.
Ela não sabe dizer quanto tempo isso irá levar.
Ela só sabe que sente dor.
E a dor emocional é quase tão forte quanto a dor real que ela sente neste minuto.
Ela manda beijos.
E manda avisar que não esqueceu das fotos.
E manda avisar, também, que sente falta de vocês.
E dela.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Quem quer brincar de fotografar com a Amélie coloca o dedo aquiiiii, que já vai fechaaaar....
Tá....tá....eu sei....tô cada vez pior com os titulos....phoda...eu sei....
Seguinte: Não consigo tempo para escrever. Não consigo tempo para fotografar [essa parte tá me consumindo, me matando aos poucos, me aniquilando, me fazendo definhar a olhos vistos...me deixando mais exagerada do que já sou....] Não consigo tempo para passear nos blogs alheios...Não consigo tempo para comentar...
Ai resolvi arriscar uma coisinha por aqui....
Que tal se vocês me mandassem uma palavra, uma frase, um trecho de musica, um seilaeuoquequerqueseja, para que eu fotografasse algo que ilustraria esse seilaeuoquequerqueseja???
Heim??
Heim???
Diz que sim!
Diz que sim!!!
Diz que sim!!!!
Siiiimmm???????
Vocês me mandam o escrito, eu vou à luta, fotografo, e posto aqui, com os devidos creditos!!
[essa parte do "eu vou à luta" me fez sentir quase uma correspondente de guerra da Reuters!! Aii...ai....]
Olha que lindo?!!
Vamos brincar disso até Amélie sair da senzala que ela esta??
Vamos????
Quem vai ser a[o] primeira[o]???
Beijos!!
Aiiiiiiiiiiiiiiiiii que saudade de postar aqui.....e de passear por ai.......
Seguinte: Não consigo tempo para escrever. Não consigo tempo para fotografar [essa parte tá me consumindo, me matando aos poucos, me aniquilando, me fazendo definhar a olhos vistos...me deixando mais exagerada do que já sou....] Não consigo tempo para passear nos blogs alheios...Não consigo tempo para comentar...
Ai resolvi arriscar uma coisinha por aqui....
Que tal se vocês me mandassem uma palavra, uma frase, um trecho de musica, um seilaeuoquequerqueseja, para que eu fotografasse algo que ilustraria esse seilaeuoquequerqueseja???
Heim??
Heim???
Diz que sim!
Diz que sim!!!
Diz que sim!!!!
Siiiimmm???????
Vocês me mandam o escrito, eu vou à luta, fotografo, e posto aqui, com os devidos creditos!!
[essa parte do "eu vou à luta" me fez sentir quase uma correspondente de guerra da Reuters!! Aii...ai....]
Olha que lindo?!!
Vamos brincar disso até Amélie sair da senzala que ela esta??
Vamos????
Quem vai ser a[o] primeira[o]???
Beijos!!
Aiiiiiiiiiiiiiiiiii que saudade de postar aqui.....e de passear por ai.......
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Queeeeeeeeeeeeeeeeeemmm queeeerrrr pão? quem quer pão, quem quer pão...
Que tá quentinho, tá quentinho, tá quentinho. Tão gostosinho, gostosinho, gostosinho.
Quero mais um, mais um!
Tá...não é pão...mas acabou de sair do forno....
Tá....eu me superei na escolha do titulo do post....mas vocês já me conhecem....eu amo titulos esdruxulos.....ÁMO!
Quero mais um, mais um!
Crica Cróvis! Podi cricá sem dó!
Tá...não é pão...mas acabou de sair do forno....
Tá....eu me superei na escolha do titulo do post....mas vocês já me conhecem....eu amo titulos esdruxulos.....ÁMO!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Não...
Eu não fugi.
Eu não morri.
Eu não desisti do blog.
Eu AINDA não fui nomeada.
Eu não estou triste.
Eu não estou brava.
Eu não estou na jaulinha.
Eu não estou na TPM.
Eu só estou trabalhando feito louca, no estilo 07h às 23h.
Por isso, nada de coments....nada de postagens novas....nada de notícias....
Mas eu não deixei de amar vocês.
E sentir uma falta absurda de passar por aqui!
Semana que vem tento voltar ao normal.
Beijo! Nãomeligapqnãovouconseguiratenderaquinasenzalaemqueeuvivoagora.
Eu não morri.
Eu não desisti do blog.
Eu AINDA não fui nomeada.
Eu não estou triste.
Eu não estou brava.
Eu não estou na jaulinha.
Eu não estou na TPM.
Eu só estou trabalhando feito louca, no estilo 07h às 23h.
Por isso, nada de coments....nada de postagens novas....nada de notícias....
Mas eu não deixei de amar vocês.
E sentir uma falta absurda de passar por aqui!
Semana que vem tento voltar ao normal.
Beijo! Nãomeligapqnãovouconseguiratenderaquinasenzalaemqueeuvivoagora.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Non, Je Ne Regrette Rien
E dai que eu sonhei a noite toda [de novo] com o meu ex ex ex ex namorado? [que foi minha grande paixão]
E dai que eu ando suspirando toda vez que ouço uma frase romantica, ou vejo um casal se olhando apaixonadíssimo, ou mesmo quando vejo um jardim florido, ou quando um papel voa na ventania??
E dai que eu fico toda boba quando recebo links de videos de casamento???
E dai????
Isso quer dizer alguma coisa?
Só se for ai, pq aqui não quer dizer nada....
Não mesmo!
Negação: A negação talvez possa ser considerada o mecanismo de defesa mais ineficaz, pois se baseia em simplesmente negar os fatos acontecidos à base de mentiras que acabam se confundido e na maioria das vezes contrariando uma à outra.
[porque em casa de ferreiro, o espeto sempre é de pau...]
Beijos!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Você se lembra de você?
Faça o teste.
O que você era, onde você estava, o que você pensava, quem você amava, do que você gostava, o que você ouvia, quem você via em 2001?
Eu ainda era uma sonhadora, que achava que mudaria o mundo. Pensava que ficaria eternamente na área de RH, mais precisamente em Treinamento, e mais especificamente ainda no Senac, onde me encontrava a todo vapor nessa época. Amava meus alunos, amava o ritmo das aulas, amava trabalhar de segunda a sábado, das 07h às 22h. Sim, esses eram meus horários malucos. Sim, eu achava isso a coisa mais normal e mais legal do mundo. Sim, eu sobrevivi a anos e anos fazendo isso. Seis [bons] anos ao todo.
Tinha terminado um relacionamento nada a ver comigo, com um cara doido, neurótico, mega ciumento, iniciado somente para mostrar ao ex [esse sim, importantíssimo na minha vida] que ele era passado. Sim, eu fazia essas idiotices. E me achava certa ainda, o que era pior! E nesse ano entraria na fase de que nada nem ninguem seria mais importante ou mais qualquer coisa do que eu mesma. Pelo menos isso eu ainda tento seguir até hoje. Mas acho que foi ai que começou a minha total falta de romantismo na vida real...
Neste ano iniciaria a minha primeira pós, em RH [sim, era minha definição de vida, e eu achava, convictamente, que trabalharia eternamente nessa área, mesmo amando hospital desde sempre, mesmo tendo verdadeira paixão por trabalhar em um pronto atendimento, e ajudar em toda aquela loucura] e conheceria pessoas que até hoje, mesmo com a total falta de contato e a distância, ainda me são muito importantes, e me ensinaram muito, muito mesmo. Me tornei alguem melhor, mais centrada, menos ansiosa e mais doce devido ao contato com essas pessoas. Tenho uma dívida eterna de gratidão,e elas nem sonham.
Ouvia sem parar Dido e Ana Carolina, resquícios daquele grande amor. Mas você ia me encontrar cantando o refrão chiclete de algumas músicas TERRÍVEIS também.... ["...Ê pra surdo ouvir, pra cego ver que este xote faz milagre acontecer. Ê pra surdo ouvir, pra cego ver Falamansa faz milagre acontecer..." Quem lembra dessa?? Terrível esse gosto musical, eu sei.... pior era ouvir Bruno e Marrone e gostar.... Na verdade, acho que pior mesmo era gostar de Exaltasamba... sim, confesso aqui que já ouvi essas coisas todas... SOCORRO!]
Tinha uma vida tranquila, descobrindo ainda a nova vizinhança [tínhamos acabado de nos mudar, após 15 anos morando no mesmo lugar], mas saia ainda com os amigos de adolescência [que existem na minha vida até hoje, ainda bem]
E o principal: nem sonhava em morar em MG. Não mesmo. Tinha pavor a mais longíqua hipótese que fosse de me mudar de São Paulo. Pavor. Nada me tiraria daquela cidade. E eu tinha plena e total convicção disso. Convicção que passou num piscar de olhos, em uma tarde morna de terça feira, quando resolvi, do nada, mudar. Mas ai já é história para outro post.
Se eu pudesse voltar no tempo, encontrar comigo, e falar algumas coisas, acho que diria: Acredite em amizades eternas, elas existem sim. Ame muito, ouça sempre e confie cegamente em seus pais, eles te salvarão de todos os problemas, sempre, sem nunca te cobrar nada, sem nunca te recriminar, sem nunca te pedir retorno. Se prepare, você vai passar por alguns perrengues na vida, e serão grandes, mas toda vez que você se encontrar no olho do furacão, silencie a mente e ouça seu coração. Você pode não acreditar agora, mas todas as respostas que você procura tanto na vida, estão ai dentro... Acredite no amor. Ele vai te machucar ainda, mas é ele que vai alegrar sua vida, e te fazer acreditar em você e no mundo, mais e mais e mais vezes, mesmo depois de todos os tombos. E viva. Muito. Todos os momentos. Intensamente. Sempre. Ah, e nada volta. Não mesmo. É uma pena, mas é a realidade...
Beijos!
PêÉsse: Ideia roubada daqui ó: http://esquizofreneticoblues.blogspot.com/2011/02/2001-uma-viagem-no-tempo.html
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Extra! Extra!! Notícia urgente de última e primeira e todas as horas!!! O maior evento do ano!!!!! Mais aguardado que o show do U2!!! Mais esperado que o prêmio acumulado da mega da virada!!!!!
Em uma linda manhã de segunda feira, depois de uma reunião extraordinária no FB, três blogueiras maravilhosas, felizes, loiras e japonesas resolvem se encontrar [eu, Daniii e Borboleta]...
Até ai, nothing more...
Mas... animamos com a história toda, e colocamos mais e mais e mais blogueiras pelo caminho... Van... Flor de Lotus.... Cris... Moniquetes... e fomos incluindo.... incluindo.... e então decidimos montar nosso primeiro encontro!!!
O encontro das blogueiras [e blogueiros] mais lindos de todo universo!
Sim, sim!!
Isso mesmo meu povo e minha póva!
Vamos nos conhecer ao vivo e em cores! E formas! E cheiros! E sabores! E sons!!!
Quando?
Onde?
Como??
Dia 19 de março.
Um lindo sábado! Na verdade, 19 e 20 de março! Ficaremos um final de semana acampados na cidade mais linda e iluminada e divertida e extraordinária do mundo! [sim, moro em MG, mas meu coração será para sempre paulistano!]
Em Sampa [estamos no período de sugestões, então coloquem nos coments locais que vocês considerem ideais para o almoço do encontro. Lembrem-se de que teremos blogueiros de vários planetas, e por isso, precisamos de um lugar BEM legal, BEM charmoso e de BEM fácil localização] [Pasquale, não me mate...mas eu precisava manter a palavra BEM na história....eu sei que a frase ficou terrivel....eu sei...]
Bem [continuo mantendo a palavrinha aqui...], como vocês perceberam, o post foi mesmo um SAVE THE DATE [aiiiiiiiiiiiii, eu sempre quis escrever isso!!!].
Estamos organizando tudo na surdina [tá....comigo no meio, não tem surdina...eu sei....] e voltaremos em breve com mais informações. Mas o que eu queria mesmo era contar para vocês isso e avisar da data, para que TODOS possam se preparar, acumular MUITAS moedas nos cofrinhos, e partirem rumo a Sampa no dia 19 de março, para o nosso encontro.
E quanto as sugestões de restaurantes, meu coração será para sempre paulistano sim, mas morando em MG, nem tenho como me manter atualizada dos lugares charmosos, lindos, descolados, mega top e baratos da minha amada cidade [quero quase o impossível, eu sei], portanto, peço às minhas amadas blogueiras que moram em Sampa que se encarreguem dessa deliciosa tarefa, e nos mantenham informadas por aqui!
E agora, bora mandar coments e mais coments e mais coments pela blogsfera alheia, avisando do encontro e animando o povo!!!!
Beijos mil!!!!
[eu avisei que tinha voltado....eu avisei....vocês não botaram fé na pilha da mocinha aqui....agora aguentem!!]
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
"A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: ´Nós somos a soma das nossas decisões´...
...Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso."
Pedro Bial
Eu compartilho do cetismo de ambos.
Agora.
Aqui.
Nesta noite de sábado em que olho para tantos rostos, e não me vejo em nada.
Percebo o quanto me afastei de tudo.
Por proteção. Por medo. Por não concordar.
Não sei ao certo, ainda.
Mas sei que não pertenço nem ao palácio e nem a masmorra.
Meu lugar fica mais ao norte.
Quem sabe ao sul.
Mas não sou, pelo menos por este momento, centro de nada.
Não julgo mais, e nem quero saber se sou julgada.
Não desejo mais, e de verdade, não sinto a menor vontade de ser desejada.
Não tenho desejos, não tenho vontades, não tenho sonhos. E por nada ter, querer ou desejar, posso tudo.
Me faço livre. Me torno inteira. Me fortaleço onde mais me achava fraca: na solidão.
Tenho um certeza, pífia, indecisa até, de que posso dar outro rumo a tudo isto.
Mas não agora.
Não aqui.
Não hoje.
E com isso, contraditoriamente a tudo e a todos, me sinto tão bem.
Se acabam as valsas, e os sonhos, e as tormentas.
O vazio se preenche dele mesmo.
E tudo pode ser o que quiser. Contanto que eu não precise ser, ter ou querer.
Escolho ser uma contradição.
Escolho ser a incerteza.
Escolho ser tudo isso que tanto te incomoda, mas que te traz aqui todos os dias.
Escolho ser a mulher que inventa papéis, que finge ser fraca, e que mente ser forte.
Escolho ser, porque após um novo mergulho na alma - escura e clara, turva e cristalina, serena e turbulenta - percebo que não preciso ter.
Eu sou.
E sendo assim, me basto.
E como meu amado Caio já dizia: "E que seja permanente essa minha vontade de ir além de tudo que me espera..."
Podem me esperar por aqui.
Eu voltei.
Pedro Bial
Eu compartilho do cetismo de ambos.
Agora.
Aqui.
Nesta noite de sábado em que olho para tantos rostos, e não me vejo em nada.
Percebo o quanto me afastei de tudo.
Por proteção. Por medo. Por não concordar.
Não sei ao certo, ainda.
Mas sei que não pertenço nem ao palácio e nem a masmorra.
Meu lugar fica mais ao norte.
Quem sabe ao sul.
Mas não sou, pelo menos por este momento, centro de nada.
Não julgo mais, e nem quero saber se sou julgada.
Não desejo mais, e de verdade, não sinto a menor vontade de ser desejada.
Não tenho desejos, não tenho vontades, não tenho sonhos. E por nada ter, querer ou desejar, posso tudo.
Me faço livre. Me torno inteira. Me fortaleço onde mais me achava fraca: na solidão.
Tenho um certeza, pífia, indecisa até, de que posso dar outro rumo a tudo isto.
Mas não agora.
Não aqui.
Não hoje.
E com isso, contraditoriamente a tudo e a todos, me sinto tão bem.
Se acabam as valsas, e os sonhos, e as tormentas.
O vazio se preenche dele mesmo.
E tudo pode ser o que quiser. Contanto que eu não precise ser, ter ou querer.
Escolho ser uma contradição.
Escolho ser a incerteza.
Escolho ser tudo isso que tanto te incomoda, mas que te traz aqui todos os dias.
Escolho ser a mulher que inventa papéis, que finge ser fraca, e que mente ser forte.
Escolho ser, porque após um novo mergulho na alma - escura e clara, turva e cristalina, serena e turbulenta - percebo que não preciso ter.
Eu sou.
E sendo assim, me basto.
E como meu amado Caio já dizia: "E que seja permanente essa minha vontade de ir além de tudo que me espera..."
Podem me esperar por aqui.
Eu voltei.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
A verdade nua e crua nem sempre é tão crua assim....as vezes ela vem com abobrinhas cozidas...
A tristeza permitida
Martha Medeiros
Recebi esse texto da doce Cristiane [ http://jardimdacris.blogspot.com/ ] e quis dividir com vocês.
Ainda me sinto vazia, sem forças e sem vontade.
Mas agradeço de coração e alma todo o carinho de vocês!!
Releio os coments do post anterior todos os dias, pela manhã, para me fortalecer.
Preciso de um tempo, não sei se longo ou curto, para reunir forças, para olhar para mim, perceber onde tenho errado repetidamente nesses anos e anos e anos de vida, e então conseguir voltar.
Sinto falta de ser quem eu era no início de 2010.
Mas hoje não sei dizer se aquela era a verdadeira. Se esta aqui é a verdadeira. Ou se a verdadeira ainda não foi descoberta.
Na verdade sinto falta de um colo que eu nem sei se algum dia tive. Cansei de dar colo, ser colo, dar ombro e ser a forte. Na verdade, cansei disso faz tempo. Só não consigo descobrir a saída do labirinto... Interesses e só. E é tudo que não quero mais. Quero verdades.
Mas se o mundo é assim, me deixem tentar fazer de conta que não, e que tenho o colo que tanto quero.
Qualquer dia desses a gente se vê por aqui, de novo...
Beijo grande!
E quando a saudade apertar, igual hoje, eu apareço por aqui, para dar um oi.
Martha Medeiros
"Se eu disser para você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair para compras e reuniões — se eu disser que foi assim, o que você me diz?
Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém.
Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma.
Não sorriu hoje? Medicamento.
Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal.
Mas quando fico triste, também está tudo normal.
Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão.
Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa.
Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente — as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago de razão/ eu ando tão down...”. Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer.
Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato.
Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais.
Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for.
Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia. Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar.
Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta."
Recebi esse texto da doce Cristiane [ http://jardimdacris.blogspot.com/ ] e quis dividir com vocês.
Ainda me sinto vazia, sem forças e sem vontade.
Mas agradeço de coração e alma todo o carinho de vocês!!
Releio os coments do post anterior todos os dias, pela manhã, para me fortalecer.
Preciso de um tempo, não sei se longo ou curto, para reunir forças, para olhar para mim, perceber onde tenho errado repetidamente nesses anos e anos e anos de vida, e então conseguir voltar.
Sinto falta de ser quem eu era no início de 2010.
Mas hoje não sei dizer se aquela era a verdadeira. Se esta aqui é a verdadeira. Ou se a verdadeira ainda não foi descoberta.
Na verdade sinto falta de um colo que eu nem sei se algum dia tive. Cansei de dar colo, ser colo, dar ombro e ser a forte. Na verdade, cansei disso faz tempo. Só não consigo descobrir a saída do labirinto... Interesses e só. E é tudo que não quero mais. Quero verdades.
Mas se o mundo é assim, me deixem tentar fazer de conta que não, e que tenho o colo que tanto quero.
Qualquer dia desses a gente se vê por aqui, de novo...
Beijo grande!
E quando a saudade apertar, igual hoje, eu apareço por aqui, para dar um oi.
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